quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Bacia sensorial com metais.
Alescio09:20 2 comentários

Uma das primeiras "bacias sensoriais" que fiz para o Tatá experimentar texturas foi com objetos metalizados que tinha em casa.

Peguei tampinha de refrigerante, colheres, sininhos, enfim, tudo o que tinha à mão. Despejei um pouco de água na bacia para que ele pudesse sentir essa mistura e fiquei observando.
Caixas sensoriais

Sua curiosidade intrínseca de criança agiu rápido e ele foi explorar aqueles objetos estranhos.

 

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O atraente nesse tipo de atividade é a criança poder brincar com diferentes formas, já que ao passar suas pequenas mãos nos objetos estranhos sentirá distintas sensações.

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Outra motivo legal, e que se torna importante, é que a criança não fica presa apenas aos objetos de plásticos (bichos, mordedores, chocalhos, etc.). No mundo mercadológico dos bebês esse tipo de material domina, por isso é necessário que seja oferecido outras texturas para sua livre exploração.

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E sim, todo bebê vai colocar tudo na boca! Essa é sua forma "etezística" de conhecer o planeta! 

Portanto, se for negado tal experiência de nada valerá a oferta da brincadeira sensorial. Todavia deve-se ter um certo critério na escolha dos objetos para que ocorra a livre exploração, além de obviamente o adulto estar ao lado da criança o tempo todo.

O Tatá derrubou toda a água na cozinha? Sim! Ficou molhado num dia frio? Sim! Mas explorou os metais? Com certeza! Então porque não mamãe?

Recado para o Tatá: Sabe filho mamãe nunca saiu do seu lado nessas horas, por isso suas descobertas a cada novo momento estão gravadas na minha alma. Mesmo com o passar do tempo, mesmo com sua mamãe ficando velhinha e mesmo que um dia tudo isso fuja à minha memória sei que as coisas que vivemos juntos se farão eternas em nossos corpos sensoriais, por isso e por tudo o que ainda vai acontecer obrigada! Obrigada por ter me dado a oportunidade de viver a maternidade. Te amo.

Tintas nas bisnagas.
Alescio08:08 2 comentários


Existem mil formas de brincar com tintas, e uma forma que o Tatá sempre gostou foi através das bisnagas. Em várias ocasiões que precisei manter o foco em outros assuntos (como cozinhar) enchia uma bisnaga com água e corante alimentício para poder terminar alguma tarefa.

Por conta da sua paixão em apertar e ver o líquido sair do recipiente preparei uma tarde com tinta comestível, e papel kraft para ter o registro da sua arte.


Como não tinha 4 bisnagas usei dois squeezes para ter as 4 cores primárias. Por conta desta novidade o Tatá preferiu brincar primeiro com este instrumento.



 


Pena que seu material é bem mais duro para a saída da tinta, fazendo com que o Tatá voltasse para a velha conhecida bisnaga.





Ver derramar o líquido colorido é algo mágico, que o deixa hipnotizado. Não sei o que passa na sua mente, mas sei que ele fica concentrado na sua atividade.
 





Por não estar com os pincéis ele acabou explorando pouco o espaço do papel, preferiu derramar tudo no mesmo lugar, mesmo eu chamando sua atenção para os espaços vazios.



Teve momentos que pegava duas bisnagas ao mesmo tempo, o que é um bom treino de coordenação motora.





Também despejou o líquido colorido em diferentes alturas, podendo perceber quedas diferenciadas conforme sua força e posição.





Como os bebês conhecem o mundo através do seu instrumento mais precioso para codificar o mundo (seu corpo), obviamente que a tinta iria percorrer este trajeto.




Seus joelhos, seus pés, suas pernas, suas "batatas das pernas" e seu calcanhar entraram na brincadeira, e assim a cada dia ele percebe melhor cada parte do seu corpo e sabe como chamá-las. Por isso é fundamental que o adulto vá conversando sempre com a criança para que ela possa incorporar a classificação do mundo e assim poder se comunicar. Muito útil por exemplo quando o baby se machuca num tombo e sabe dizer qual a parte dolorida.
 




A brincadeira foi rolando (ao som de  The Sisters of Mercy) e as bisnagas esvaziando. Como de fato ele não conseguiu apertar muito o squeezes, acabei abrindo os copinhos para poder aproveitar as tintas, e a cada momento o papel ia recebendo novos registros.




Então quando toda a tinta estava no chão ele resolveu pegar dois brinquedos para complementar a atividade: seu rodo e sua vassoura!





E ali ele ficou um tempo transportanto a tinta de um lado para o outro. Quando faço alguma brincadeira ele sempre pega algo que esteja por perto, o que acho bem bacana, isso mostra que sua criatividade está totalmente presente e interagindo com o momento, por isso nunca recriminei tais atitudes, mesmo que ela saíssse muito da proposta inicial.


Depois de brincar muito e a tinta dominar o Tatá, liberei geral e peladinho ficou se divertindo com o escorrega ali no chão.

Eu também entrei na brincadeira, e juntos ficamos "detonando" o papel que infelizmente não resistiu ao molhado, mas serviu para o Tatá fazer vários malabarismos com as tintas agora totalmente identificáveis.

Mamãe e filhinho pelados e melecados, edícula toda carimbada e aquela "figa" da mamãe torcendo para ninguém tocar a campainha. Sair da rotina é ótimo, então porque não mamãe?

Recado para o Tatá:  Meu amor quanto mais rápido a mamãe escorregava você maior era a sua gargalhada, mas você riu mesmo quando a mamãe caia de bunda para ver você feliz! Só sendo mãe/pai para entender o quanto de maluquices a gente faz para ver o filho feliz. Te amo.

 




sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Boneco de papel.
Alescio12:27 9 comentários


Estava com vontade de fazer uma atividade/brincadeira com cola sintética, mas queria que fosse algo interessante para o Tatá, algo que ele tivesse alguma ligação sentimental. Fui observá-lo e vi na bola de bexiga que tanto ama, uma boa oportunidade para prepararmos um boneco.


Jornal, cola, pincel, pedaços de papel reciclado, fita crepe e a bexiga no suporte foram nossos objetos de arte.





Tatá já percebe que vai rolar algo quando começo a separar as coisas na sua frente, e sempre fica louco para começar logo com suas invenções. 




Mas nessa brincadeira fui falando o que íamos fazer para que tivesse uma idéia do processo como um todo, já que levaria pelo menos dois dias para terminá-la. Por isso pedi que colocasse a cola nas tiras de papel, o que fez perfeitamente (pelo menos no início!)




Também pedi para que colocasse o papel já com a cola na bola, só que não deu certo, porque o jeito que havia colocado na latinha de leite (com uma espuma floral em baixo), havia ficado frágil demais!



Por conta disso tirei dali e deixei mais fácil para o baby. Entretanto as folhas quem colocou foi a mamãe.




Já que sua brincadeira favorita era mexer livremente com aquela substância que ainda não conhecia e que foi grudando no seu corpo (uma das intensões da mamãe).



Colou a mesa toda, o que achei bem bacana porque sua idéia de espacialidade e preenchimento está tendo um bom desenvolvimento.




Também despejou mais e mais cola no pote, desenvolvendo sua mira e força. Enquanto isso a mamãe ia colando os papéis na bexiga e sempre dizendo o que estava fazendo, às vezes ele vinha e passava mais cola para mim, às vezes pegava outro papel e tentava colocar na bola.



Gostou muito de ajudar a enrolar o jornal para dar vida aos braços e pernas do boneco.



Mas o que realmente ele amou foi tirar a cola seca do corpo. Vamos confessar, quem na sua infância não ficou horas tirando com muito prazer a cola das mãos?






E dos pés...





E da barriga...




E da mão da mamãe! 

Se a brincadeira durou uma hora, a tiragem de cola do corpo durou uma hora e meia! O Tatá achou fantástico, ficava ali do meu lado quietinho só curtindo ver a cola sair. Até ocorreu certa hora dele pegar o pincel com cola fresca e pintar novamente seu pé. Essa atitude deixou a mamãe feliz por ver sua percepção de ação e reação. Claro, que na hora em que a cola realmente secou e começou a doer sua retirada, ele encerrou a brincadeira para ir tomar um banho.



No dia seguinte com o boneco seco foi a vez de pintá-lo. Coloquei pouca tinta em cada vasilha e dei dois pincéis na sua mão e aí ele começou a obra de arte.




Novamente disse o que faríamos antes de começar a atividade, já que ela não terminaria ali. Como haviamos brincado com o boneco seco, e chamei sua atenção para a CABEÇA, PERNAS, BRAÇOS E BARRIGA, na hora de pintar ele ia direitinho em cada parte do corpo solicitado.






O engraçado é que ele girava em torno do boneco para pintá-lo, e isso é um bom exercício de percepção do todo.



Levantou os braços do boneco para passar o pincel e aproveitou para pintar o banco também (porque isso é muito legal!)




Certo momento resolveu sentar para continuar sua arte sob outro ponto de vista.





Mas sendo o Tatá quem é obviamente que o chão teria sua marca. Ali ele misturou as cores, usou os dois pinceis, fez traços de diferentes formatos brincou muito.




Quando resolveu que a brincadeira já estava terminada levantou e me puxou para a banheira. Enquanto ficava limpinho o boneco secava ao sol. Depois fomos ao seu quarto escolher a roupa e chapéu do seu mais novo amigo.




Dei três opções de chapéu e roupa para o Tatá escolher (já faz alguns meses que o Tatá escolhe suas roupas, então porque não escolher do seu amigo!). Ele mesmo fez questão de colocar o chapéu e depois foi só alegria! O boneco (que ainda não tem nome) andou de carrinho, foi muito abraçado e beijado, entrou dentro do banco de apoio, foi brincar no bambolê, enfim, o sono da tarde ficou para de noite de tão feliz e entretido que o Tatá ficou com seu super-hiper boneco de papel.
 



As atividades/brincadeiras que duram mais de um dia são ótimas para dar noções de tempo, paciência, conjunto, causa-efeito, pertencimento, etc..

O baby bagunçou muito, ficou cheio de cola, de tinta, de durex, de tudo... e ganhou um amiguinho feito com as próprias mãos, então porque não mamãe?

Recado para o Tatá: Foi muito legal ver sua cara de satisfação carregando o boneco para todos os lados, ele é maior que você (por enquanto), e não sei quanto tempo vai durar, mas tenho certeza que essa amizade vai resultar boas risadas! Te amo.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Gelatina sensorial.
Alescio16:31 7 comentários

Sempre vi atividades/brincadeiras de gelatina feita com as crianças, mas não me chamava atenção por conta do gosto fortemente artificial. No entanto, acabei oferecendo a guloseima ao Tatá pela experiência sensorial de poder comer livremente (e quem sabe se deliciar) com aquela substância na sua frente.

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Como nunca havia feito gelatina antes comprei um saquinho que supostamente ficaria com duas cores. No meu caso acho que não consegui o resultado porque a quantidade foi pequena demais para um refratário tão grande. Tudo bem, porque o baby nesta ocasião não se interessou muito pela experiência.

 

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Neste primeiro dia nem tirei suas meias porque estava frio demais, mas nem imaginei que iria se interessar em colocar os pés. 

Ele não quis colocar suas mãos no refratário, apenas a colher, e como não desejou explorar muito e até quis sair dali não insisti e acabei com a experiência.

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Passados quatro meses daquela data resolvi novamente proporcionar a experiência. Desta vez comprei a caixinha convencional e coloquei numa tigela maior. E o que aconteceu? Foi direto com o dedinho ver o que era aquilo!


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Claro que estava liberado o uso total das mãos, mas como eu estava ensinando o Tatá a comer sozinho deixei diferentes colheres para ele experimentar o uso.

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Foi bem bacana deixar várias à disposição porque ele realmente se interessou na exploração através das colheres e pode desta forma perceber diferentes jeitos de segurar e retirar o alimento da vasilha.

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E como havia deixado pequenos potes, eles também entraram na brincadeira. 

Quando penso numa atividade tenho em mente certos objetivos, a ideia dos potes era ver se ele conseguia fazer transferências com as colheres de um para outro de forma natural. Como não utilizou-os desta forma não interferi, para não quebrar o ritmo das suas descobertas.

Brincadeira sensorial.

Mesmo que a criança fuja completamente dos objetivos pensados pelo adulto, ainda assim ela está concebendo raciocínios lógicos e emocionais, além de construir sinapses importantes para o seu mundo, por isso dar liberdade na hora das brincadeiras é um fator de extrema importância.

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Depois de um bom tempo resolveu degustar a gelatina. Acredito que tenha achado estranho o gosto, porque nem fez sinal de bom, ou de ruim (isso na primeira colherada!).

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Depois foram mais e mais colheradas!

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Gelatina pela cozinha toda, Tatá melecado e um potão de gelatina esperando o marido ajudar na comilança. Treino para futuras investidas de comandar sozinho a própria alimentação. Então, porque não mamãe?

Recado para o Tatá: Meu amor como você cresceu e desenvolveu rápido em quatro meses, já está um mini-molequinho! Só não sei se acho legal ou triste você finalmente ter gostado de gelatina. Entretanto fico tranquila porque as frutas são seu alimento predileto! Ainda bem que é bom de boca, e magrinho de ruim (como diz o ditado!) Te amo.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Culinária infantil!
Alescio11:49 0 comentários

A segunda experiência do Tatá na cozinha foi maravilhosa. Fizemos bolinhos de chuva. Essa escolha ocorreu porque numa certa tarde meu baby virou para mim e disse: "boio", e ficou pedindo sem parar. Como já confessei que sou inexperiente na cozinha, e como todos os meus bolos nunca crescem, tentei enganar o bichinho com uma "cuca".  

Sem sucesso, fui olhar na web uma sugestão, e achei uma mãe que fez bolinho de chuva, num dia de chuva! Então mesmo com sol coloquei o Tatá na cozinha e literalmente ele pôs a mão na massa!





Receita bem fácil (está no final!), e com tudo à mão o Tatá ficou maluco para começar sua culinária. Assim que viu os ovos foi logo colocando na tijela, mas esse não era o primeiro ingrediente, então despejei o leite para dar início a receita.





 
Eu também quebrei os ovos, mas dei na sua mão para que pudesse colocar no recipiente. Ele achou que ali era um bom lugar para as cascas ficarem, e por isso pegou o batedor de claras para mexer a massa.




Depois foi a vez do trigo e o Tatá teve que fazer aquela força coordenada para despejar tudo no lugar certo!




No entanto, sua mira ainda não está tão boa! Mas ele não desistiu e nem quis saber da minha ajuda para essa tarefa!



 


Tanto que mostrou ser capaz de fazer duas ações ao mesmo tempo: colocar o restante da farinha e ir mexendo junto.




Para ele, um grande chef deve sim pôr toda a sua essência na arte da culinária, e como suas mãos são a  extensão da sua alma...







Ele estava totalmente disposto a ter um bolinho cheio de partículas de "Tatás", onde pudesse comer para sentir seu self! kkk
 
 


Mexeu e mexeu muuuuito a massa com as mãos, e quando percebeu a colher ao seu lado, resolveu dar os ajustes finais na receita com o instrumento. 




Compenetrado ao extremo, mesmo com mamãe e papai ao seu lado parecia que mais nada existia, a não ser ele e a massa!





E depois de um banho proposto pelo papai, o momento tão esperado da degustação dos bolinhos de chuva feitos 80% totalmente pelas mãos do Tatá (porque só vi a receita e fritei no final..kkkk) finalmente aconteceu!

Essa atividade/brindadeira trabalha com pesos (farinha pesada, ovo leve), medidas (uma xícara de leite Tatá), coordenação (para colocar tudo na tijela e mexer a massa), equilibrio (nas mãos e pés), matemática (2 ovos Tatá), vocabulário (muitas palavras novas para o baby), fora a brincadeira sensorial de estar livremente mexendo com as mãos, enfim, dá para direcionar legal distintos interesses apenas numa tarde de bolinhos de chuva!



Cozinha levemente bagunçada e filho feliz mostrando sua  habilidade com os ingredientes...show! Então, porque não mamãe? 

Recado para o Tatá: Sabe o que foi engraçado de ver meu filho? Você todo ligado na cozinha sem nem se importar com nossa presença. Queria mais e mais! Acho que vou te "explorar" e ensinar o mais rápido possível a fazer feijão, arroz, etc. Assim a mamãe vai ver um filminho enquanto você cozinha...kkkk... Te amo!




Receita:
  • 1 xícara de açúcar
  • 2 ovos
  • 1 colher de fermento químico em pó
  • 2 1/2 xícara de farinha de trigo
  • 1 colher de canela-da-china em pó
  • 1 xícara de leite
  • quanto baste de óleo de soja para fritar
Bata o açúcar com os ovos e junte os demais ingredientes, em uma panela esquente o óleo e frite às colheradas em fogo baixo  

Retirado do super blog:
http://www.kidsindoors.com/