Estava com vontade de fazer uma atividade/brincadeira com cola sintética, mas queria que fosse algo interessante para o Tatá, algo que ele tivesse alguma ligação sentimental. Fui observá-lo e vi na bola de bexiga que tanto ama, uma boa oportunidade para prepararmos um boneco.
Jornal, cola, pincel, pedaços de papel reciclado, fita crepe e a bexiga no suporte foram nossos objetos de arte.
Tatá já percebe que vai rolar algo quando começo a separar as coisas na sua frente, e sempre fica louco para começar logo com suas invenções.
Mas nessa brincadeira fui falando o que íamos fazer para que tivesse uma idéia do processo como um todo, já que levaria pelo menos dois dias para terminá-la. Por isso pedi que colocasse a cola nas tiras de papel, o que fez perfeitamente (pelo menos no início!)
Também pedi para que colocasse o papel já com a cola na bola, só que não deu certo, porque o jeito que havia colocado na latinha de leite (com uma espuma floral em baixo), havia ficado frágil demais!
Por conta disso tirei dali e deixei mais fácil para o baby. Entretanto as folhas quem colocou foi a mamãe.
Já que sua brincadeira favorita era mexer livremente com aquela substância que ainda não conhecia e que foi grudando no seu corpo (uma das intensões da mamãe).
Colou a mesa toda, o que achei bem bacana porque sua idéia de espacialidade e preenchimento está tendo um bom desenvolvimento.
Também despejou mais e mais cola no pote, desenvolvendo sua mira e força. Enquanto isso a mamãe ia colando os papéis na bexiga e sempre dizendo o que estava fazendo, às vezes ele vinha e passava mais cola para mim, às vezes pegava outro papel e tentava colocar na bola.
Gostou muito de ajudar a enrolar o jornal para dar vida aos braços e pernas do boneco.
Mas o que realmente ele amou foi tirar a cola seca do corpo. Vamos confessar, quem na sua infância não ficou horas tirando com muito prazer a cola das mãos?
E dos pés...
E da barriga...
E da mão da mamãe!
Se a brincadeira durou uma hora, a tiragem de cola do corpo durou uma hora e meia! O Tatá achou fantástico, ficava ali do meu lado quietinho só curtindo ver a cola sair. Até ocorreu certa hora dele pegar o pincel com cola fresca e pintar novamente seu pé. Essa atitude deixou a mamãe feliz por ver sua percepção de ação e reação. Claro, que na hora em que a cola realmente secou e começou a doer sua retirada, ele encerrou a brincadeira para ir tomar um banho.
No dia seguinte com o boneco seco foi a vez de pintá-lo. Coloquei pouca tinta em cada vasilha e dei dois pincéis na sua mão e aí ele começou a obra de arte.
Novamente disse o que faríamos antes de começar a atividade, já que ela não terminaria ali. Como haviamos brincado com o boneco seco, e chamei sua atenção para a CABEÇA, PERNAS, BRAÇOS E BARRIGA, na hora de pintar ele ia direitinho em cada parte do corpo solicitado.
O engraçado é que ele girava em torno do boneco para pintá-lo, e isso é um bom exercício de percepção do todo.
Levantou os braços do boneco para passar o pincel e aproveitou para pintar o banco também (porque isso é muito legal!)
Certo momento resolveu sentar para continuar sua arte sob outro ponto de vista.
Mas sendo o Tatá quem é obviamente que o chão teria sua marca. Ali ele misturou as cores, usou os dois pinceis, fez traços de diferentes formatos brincou muito.
Quando resolveu que a brincadeira já estava terminada levantou e me puxou para a banheira. Enquanto ficava limpinho o boneco secava ao sol. Depois fomos ao seu quarto escolher a roupa e chapéu do seu mais novo amigo.
Dei três opções de chapéu e roupa para o Tatá escolher (já faz alguns meses que o Tatá escolhe suas roupas, então porque não escolher do seu amigo!). Ele mesmo fez questão de colocar o chapéu e depois foi só alegria! O boneco (que ainda não tem nome) andou de carrinho, foi muito abraçado e beijado, entrou dentro do banco de apoio, foi brincar no bambolê, enfim, o sono da tarde ficou para de noite de tão feliz e entretido que o Tatá ficou com seu super-hiper boneco de papel.
As atividades/brincadeiras que duram mais de um dia são ótimas para dar noções de tempo, paciência, conjunto, causa-efeito, pertencimento, etc..
O baby bagunçou muito, ficou cheio de cola, de tinta, de durex, de tudo... e ganhou um amiguinho feito com as próprias mãos, então porque não mamãe?
Recado para o Tatá: Foi muito legal ver sua cara de satisfação carregando o boneco para todos os lados, ele é maior que você (por enquanto), e não sei quanto tempo vai durar, mas tenho certeza que essa amizade vai resultar boas risadas! Te amo.