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segunda-feira, 15 de abril de 2013

Tanque de areia no quintal
Alescio20:41 10 comentários

Ainda bem que você está sentada para ler este blog, porque hoje a conversa vai longe. Então prepare-se!

Com certeza você já ouviu falar nos tanques de areias ou provavelmente já brincou em algum. Acredito que guarda boas lembranças desses momentos (que pareciam intermináveis). 

O simples manusear do elemento terra é capaz de transportar qualquer criança (ou mesmo os adultos) a lugares mágicos, para mundos percorridos por seres especiais, nas mil e tantas aventuras possíveis.

Por conta de tudo isso resolvi fazer um tanque de areia no quintal de casa para o deleite do Tatá. 

Para tanto fiz questão que o baby participasse de todo o processo, afinal o tanque seria para ele, por isso nada mais justo que compartilhar as "responsabilidades" de dar vida ao seu mais novo instrumento de criações.





Pesquisa um pouco aqui e outro pouco ali, chegamos as dimensões agradáveis para o tanque. Pegamos e baby e fomos na marcenaria. O Tatá ficou maluco com todas as tábuas de madeira espalhadas no lugar e alucinou remexendo nas serragens. Até acabei trazendo um pouco para casa para fazer alguma coisa legal.






A primeira providência que tomamos ao chegar em casa foi deixar o baby fazer sua arte. E para isso coloquei 4 cores à sua disposição e as 4 tábuas (1,20 x 0,30) deitadas no chão para dar liberdade de movimento ao Tatá.

 

 E aos poucos as tábuas foram pegando uma cor.





E as paredes também!





Passou bons momentos curtindo as cores e deixando a marca do pincel em diferentes partes das madeiras. Ele pintava uma cor por cima da outra formando novas tonalidades interessantes.



Certa hora havia tintas por todas as tábuas, e foi inevitável  andar por cima delas. Com isso seus pezinho ficarm eternizados na sua obra. Mas ele não deu conta do que estava ocorrendo e por isso mostrei o que acontecia.





Como ele gostou do que viu, resolveu carimbar mais ainda a tábua, só que agora com suas mãozinhas.




Como deu voz para alma de artista as paredes também receberam suas mãos!




E com essa grande arte terminamos a segunda etapa do tanque. 

Antes de continuar o relato queria dizer que todo o custo deste MARAVILHOSO E MÁGICO brinquedo não saiu mais caro que uma roupinha de shopping. Sem fazer críticas às escolhas pessoais, mas na intenção de deixar uma reflexão queria fazer uma pergunta: No que uma roupa nova vai ajudar seu filho nos desenvolvimentos psíquico, motor e sensorial?

Muitos pais gastam uma "grana preta" mensalmente com roupas lindas, que nunca podem ser amassadas, ou seja, a coitada da criança não pode nem andar a vontade para não estragar a roupinha nova. Muitas vezes esses mesmos pais não gastam "uma merreca" com um livro para o seu baby ou num brinquedo educativo (normalmente os sem pilhas). No fim, tudo é questão de valores, e não estou falando de valores financeiros obviamente!





Quando as tábuas secaram o papai passou duas mãos de verniz e colocou quatro pregos em cada tábua. Escolhemos um local no quintal onde o sol sempre bate (porque a areia precisa do sol para secar, senão fica úmida demais).



Compramos aqueles plásticos grossos (9 metros), onde metade ficou embaixo para a areia não escapar e metade na função de cobrir o tanque sempre que o Tatá não estiver usando (para não chover em cima, e principalmente para nenhum animal da vizinhança deixar por ali seus dejetos). 




Deixamos uma boa margem de plástico para o lado de fora. E para ficar tudo certo o papai e o Tatá usaram o nível (com ele gostou daquela bolinha!)



Um outro pedaço do plástico foi fixado por dentro, assim a areia do tanque não escorreria por baixo. E depois de tudo isso fizemos vários furos com tesoura para dar drenagem às águas que o Tatá com certeza jogará ali dentro!




Claro que o baby se divertiu com tudo isso, tudo o que fizemos (fora o verniz) teve a participação dele. É muito importante que as crianças façam parte do trabalho, porque assim elas irão valorizar muito mais e saberão que também são as construtoras do brinquedo e isso faz toda a diferença.



Nós calculamos mal a areia, e no primeiro dia colocamos 10 sacos de 20k que não chegou nem na metade do tanque.



Para o Tatá isso não gerou nenhuma frustração, ele curtiu muito abrir os sacos e distribuir toda aquela abundância do elemento terra.




Até se jogou de cara no meio da sua mais nova paixão!

 


Conforme o papai ia trazendo os sacos, ele ia se deliciando!


 


E no primeiro dia o tanque ficou assim...




E o Tatá assim!




Nem estava pronto e o baby brincou a tarde inteira. Foi o dia que mais vi meu filho ficar excitado. Ele corria pelo quintal, pegava os brinquedos, gritava de feliz, cantava, conversava, enfim, ficou alucinado e foi um dia inteiro se divertindo no tanque. Até o lanche virou pic-nic para sua felicidade.



 

No dia seguinte o papai correu para comprar mais. E foi até bom, porque percebemos que somente areia fina no tanque não ficaria tão interessante. O papai comprou mais 10 sacos, desta vez de 25 quilos cada um, sendo 4 desdes de areia grossa, para quando se tornar necessário revirar um pouco, ficar mais fácil o manuseio. Além de facilitar para o Tatá nas construções dos seus castelos.

O baby curtiu muito usar sua motinha para empurrar os pesados sacos!




Então o papai fez um quadrante no tanque e um por um deixou por baixo a areia grossa (isso não seria necessário se tivéssemos tido a idéia antes!).




Essa bagunça deixou o baby mais maluco, já que enormes montanhas de areia surgiram para serem escaladas.




Em alguns momentos ele ajudava muito.




Em outros só queria saber de farra!



Quando o tanque ficou cheio de areia não dava mais para ver o  plástico. Com isso oficialmente estava inaugurado seu parque de diversão.



Então cortei o excesso que sobrara dos plásticos e também encaixei por debaixo do tanque uma pequena parte. Enquanto isso o Tatá se divertia com algumas flores do jardim que coloquei ali para ele.




O sol não estava muito forte, mas nada mais prático e saudável que colocar uma guarda-sol para esses momentos.



Pela carinha linda do pequeno dá para perceber que fiz a escolha certa em montar esse brinquedo, não é?

E quais os benefícios de ter um tanque de areia em casa (mesmo morando de frente para o mar!)? A criança pode criar milhares de situações no mundo do brincar, ela pode virar inúmeros personagens, ela desenvolve coordenação motora grossa e fina, equilíbrio, pisadas mais firmes, criatividade, ela pode usar diferentes instrumentos (não só os brinquedos de praia!), pode chamar os amiguinhos e assim desenvolver seu lado social, pode brincar com os pais e familiares e com isso aprofundar mais os relacionamentos, pode deixar a mamãe cozinhar ou ler um livro ao seu lado (kkkkk), pode interagir com a natureza (utilizando-se de flores, pedras, gravetos,conchas,etc.), pode inventar engenhocas, usar muita água e brincar de barro, pode "virar croquete", enfim, a criança pode tudo com um tanque de areia! 

Queridas mamães e queridos papais que nos leem, se você tiver um quintal crie coragem e monte um tanque para seu filho, você vai ver como ele vai sair ganhando muito com isso. E se você mora em apartamento, porque não conversar com os moradores na próxima reunião de síndico e sugerir um tanque. No mercado tem várias opções (bem mais caras, às vezes quase 10 vezes mais caro que esse caseiro!) mas super bonitinhos, com formato de tartaruga, flores e outros. Imagina um monte de crianças do prédio vivenciando algo que os pais (ou avós) tinham na sua infância.

Com todos esses benefícios citados acima, a pergunta "Por que não mamãe?" torna-se irrelevante, por isso só vou adiantar um pouco o que pode acontecer... o baby vai ficar muuuuito sujo de areia, vai tomar mais de um banho por dia, vai deixar rastros pela casa, vai detonar algumas roupinhas, mas também vai te abraçar  muito e deixar ali mais areia, vai te dar muitos beijos e fazer carinho com a mão cheia de areia, e vai rir muito com a boca abarrotada de areia....

Ah, sinceramente....isso não tem preço! Ops, tem sim...mas como disse é bem mais barato que uma roupinha de shopping que será deixada de lado depois de uns meses. Um tanque de areia durará vários anos fisicamente, e muito mais que isso na memória do filho. Algo que ele vai levar para seus netos! 

Recado para o Tata: Me sinto realizada como mãe facilitadora de brincadeiras, e alegrias, e aprendizagens, e diversão, e como seu papai gosta de dizer....o Tatá não tem ordem, mas tem progresso! Te amamos.


segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Interagindo com a Natureza.
Alescio08:22 0 comentários

Uma das formas mais gostosas e saudáveis de conhecer e interagir com a Natureza é estando em contato direto com ela. O Táta teve sorte de nascer numa ilha com tanta variedade de belezas naturais. Aqui em Florianópolis temos além das praias, dunas, cachoeiras e várias montanhas com trilhas deliciosas.

Numa tarde de domingo resolvemos de última hora fazer a terceira trilha com o Tatá, e mesmo sem grandes preparações (fui de chinelo!) nos divertimos muito.





Essa trilha é considerada "dificuldade média" (Lagoa do Peri), e levamos 3 horas para percorrê-la. O Tatá ficou maluquinho e em todo o trajeto ficou falando sem parar. Era um tal de "arve" (árvore) pra cá, "fû" (flor) pra lá, que dava gosto de ver. 

Mesmo no meu colo ele queria pegar os cipós que apareciam no meio do caminho, e eu deixava obviamente , além do que  aproveitava para dar uma paradinha e descansar um pouco (claro né!).
Depois de algum tempo precisei trocá-lo, então escolhi um lugarzinho mais adequado e pumba...canga no chão! Quer coisa mais gostosa que trocar a fraldinha no meio de um monte de flores?






Depois de um lanchinho com frutas e água foi a vez de deixá-lo explorar o ambiente, e adivinha, saiu correndo para a lagoa. No leito do rio havia muitos gravetos e pedrinhas de diferentes tamanhos, e ele aproveitou para praticar "lançamento ao ar".




A água desta lagoa é bem rasinha o que permite a criança ir bem longe. Isso é ótimo porque ela adquire confiança e si mesma. E como é bem tranquilo, nós (papai e mamãe) ficamos sossegados sabendo que não aconteceria nada de errado. 





O Tatá explorou muita coisa, tanto nas nossas paradas quanto na trilha. Sempre que eu via algo diferente parava e chamava a sua atenção. Era uma bromélia na árvore, um cogumelo no chão, um pássaro voando, ou um verde diferente nas folhas. 


Passeios simples assim já são uma boa forma de introduzir a educação ambiental nos pequenos. Jamais podemos subestimá-los, ou achar que é muito cedo para isso, ou para aquilo, ou pior ainda, achar que eles ainda não entendem nada, muito pelo contrário, é levando seu bebê no meio do mato que ele aprenderá a dar valor à natureza, é a visão de mundo diferenciada que tanto precisamos. 

Sou super à favor de mais passeios no meio da natureza do que nos shoppings, e se não tem lagoas e trilhas, tem sempre um parque perto de uma casa. O aprendizado é rico e o prazer é garantido!







Na volta não teve jeito, o Tatá simplesmente desmaiou! Pudera, brincou tanto que merecia um descanso feliz. Pena que não estava tão confortável (no entanto, o colinho da mamãe é um lugar mágico e sem fronteiras. Acho que até sonhou com sua caminha!)

O bichinho foi ficando cada vez mais pesado para mim, quase escorregamos numas ladeiras, e cheguei com os pés super doloridos, mas afinal, porque não mamãe?

Recado para o Tatá: Filho seu pai tirou cada foto sem ângulo de nós três juntos, uma hora era só você que aparecia, outro momento era só a cabeça dele, ou então close no pescoço da mamãe. Resumindo meu amor, seu pai precisa urgentemente comprar uma câmera melhor e fazer um curso com ela...kkkkk...você ficou com poucas foto aceitáveis desta trilha! Beijos e te amamos!
 

 

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Carrinho reciclado.
Alescio17:49 2 comentários

Quando o Tatá estava começando seus primeiros pré-ensaios para andar, resolvi fazer um carrinho reciclado para incentivá-lo a chegar mais longe, afinal as crianças desenvolvem com tanta rapidez que dá medo! 

Nada melhor que um brinquedo interessante para o baby aprender a entrar e sair, levantar e agachar, subir e descer, mesmo que ainda não saiba andar, porque essas habilidades com certeza ajudarão a desenvolver passadas mais firmes na hora certa.


 


Esse malabarismo levou algum tempo para se efetivar, no início ele preferiu apenas curtir o "possante" sem gastar muita gasolina...kkk

Pedia para o colocarmos dentro e lá ficava só brincando com o volante e a buzina de tampinha.





 

Entre um "faz de conta" e outro íamos vendo ele experimentar e arriscar cada vez mais, e no seu ritmo natural ia aumentando suas possibilidades corporais.

Acredito que muitas coisas na vida seja uma questão de oportunidades, imagina então na vida de um baby que pode ter a chance de se arriscar saudavelmente ou ficar preso dentro de um "chiqueirinho" esperando o tempo passar.  

Que me desculpem as mães que preferem a segunda opção, mas os pais é que fazem a diferença no desenvolvimento das crianças. E no fundo é tudo uma questão de escolhas e não de tempo livre!

   





Para fazer esse brinquedo usei uma caixa de papelão, 4 latinhas de refrigerante da mais fininha, mais papelão para fazer o volante, uma tampinha para a buzina e papel celofane e prateado para compor o "desing arrojado"! Dentro coloquei uma almofada para ficar mais confortável.

Durante o dia não era problema ficar arrastando o Tata pela casa, mas quando chegava a noite eu tirava no "par ou impar" com o marido para ver quem seria o combustível da vez!



Minha coluna algumas vezes foi "pro brejo", e meu coração bateu rápido demais, mas ia deixar de brincar? Não! A carinha dele de contente era impagável, afinal, porque não mamãe?

Recado para o Tatá: Meu amor, teve um dia que a mamãe ficou até rouca de tanto gritar o barulho da buzina. Seu pai que é o atleta da família não tinha muita paciência não, fazia sempre um trajeto curto, então você vinha atrás e mim parra garantir aquela voltinha demorada pela casa. Apesar de ficar sempre cansada eu achava o máximo te levar para passear. Te amo filho.  
 

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Por que não mamãe?
Alescio18:46 2 comentários


Antes de criar este blog fiquei pensando sobre as questões da “sociedade do espetáculo” com sua imensa necessidade de expor sua intimidade para pessoas desconhecidas que navegam incógnitas pela internet. Inúmeras dúvidas me estacionaram e levei um bom tempo para finalmente decidir estar aqui. 

Cheguei à conclusão do quanto é rico ler sobre as mais diferentes experiências, fui vendo que o interessante é você trocar, e assim como aprendo com pessoas que não conheço pessoalmente também quero falar das minhas histórias, já que elas podem servir para alguém. 
Sim esse é o senso de comunidade, é a troca, é a ajuda saudável. O mundo precisa urgentemente de momentos com prazeres simples, e as amizades que “fisicamente são virtuais”, se tornam “energeticamente reais”. 
Pensamentos, sentimentos e ações são os carimbos mais eficazes para se conhecer os costumes de uma época e sociedade. Que eu possa de alguma forma contribuir para que a fotografia da vida seja prazerosa e bonita de ser vista.  
Meu filho completou um ano de vida, e eu comemorei um ano de mãe. Foram momentos intensos e parece algo até viciante, pois sei que, ao acordar todos os dias, meu lindo bebê estará novamente na minha vida, dando inicio a novos momentos de brincadeiras, de risadas, de certo desespero, de algumas experimentações comportamentais, de pequenas decisões, de erros que não podem ser desfeitos e tudo mais que envolve a maternidade.
POR QUE NÃO MAMÃE são reflexões de duas almas que questionam os costumes impostos, os medos bobos e a falta de coragem consequente da falta de experiência. 
Já que toda mãe de primeira viagem “erra”, então que eu e meu filho possamos pelo menos nos divertir com pequenas maluquices que ficarão na memória sensorial de nossos corpos.
Esse blog é um convite para que as mamães e papais deixem seus filhos experimentarem o mundo sem medo de ser feliz.
Beijos com carinho da mamãe Lili e do filhinho Tatá.

Por que não mamãe?


RECADO PARA O TATÁ: Filho, você foi a coisa mais séria e mais preciosa que fiz nesta vida. Te amo muito e sou tremendamente (e eternamente) feliz por ter te gerado. Obrigada por me escolher como sua mamãe!