sábado, 15 de dezembro de 2012

Eu vejo flores em você!
Alescio06:06 2 comentários

Nosso quintal estava cheio de "marias-sem-vergonha", que é uma florzinha simples e encantadora. Adoro tê-las por perto, acho inspirador o seu colorido. E acredito que o Tatá tenha herdado a mesma paixão pelas flores, já que ele sempre chega perto de uma para apreciá-la.

Por conta disso, certo dia ofereci uma das suas primeiras "bacias sensoriais" para que ele pudesse ter um contato mais direto com as pequenas e belas flores.

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Então coloquei água para que elas ficassem boiando e se mexendo conforme o Tatá fosse descobrindo-as, e assim pudesse perceber os movimentos das pequenas ondas.

 

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Ora ele brincava com as flores, ora era com a água. Por conta disso também disponibilizei uma garrafa, uma jarra e um potinho para ver o que ele faria com tudo isso.

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Como já era de costume molhar comigo os vasos da casa, foi meio automático ele querer encher a garrafinha com água para banhar as flores que estavam ao seu lado. Mas confesso que não esperava por esta atitude inusitada.

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Ele ainda não tinha muita coordenação motora, e por isso não conseguia afundar a garrafa para que ela enchesse de água. Nesses momentos eu dava uma força para que pudesse continuar na execução do seu desejo.

Esse tipo de atividade trabalha diferentes inteligências, tanto a emocional, pelo contato com o natural, com o vivo através das flores e da água, como pelas questões da lógica, de ação e reação: afundar, encher, esvaziar!

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Ele ficou todo molhado, já que a brincadeira resultou belas explorações e uma delas foi entender que os utensílios com água derramam se segurados perto do corpo.

O Tatá deu alguns espirros, já que o tempo não era de calor total. Também colocou na boca algumas flores e sentiu seu gosto esquisito, mas afinal, porque não mamãe?

Recado para o Tatá: Meu amor, fico muito contente de você amar a natureza, e fico muito feliz por proporcionar a atenção nas coisas simples. Espero que você nunca perca a ternura! Te amo filho.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Fitas no varal!
Alescio11:17 8 comentários

Sabe aqueles objetos que você tem guardado a tanto tempo que nem mais lembra que eles existem? Pois a hora de fazer uma "catança" é quando se tem criança em casa. E pode esquecer que, se depois da eternidade você não os utilizou, vai continuar pegando poeira se não der outra função para eles.

O negócio é enfrentar o desapego e colocar a criatividade para trabalhar. Vale tudo para divertir e educar os pequenos.

Pensando nisso peguei minha coleção lacrada de fitinhas coloridas e olhei para o varal. Hummm, combinação perfeita!




Esperei o Tatá dormir para fazer surpresa, e quando ele acordou ainda sonolento ficou deslumbrado e só olhando por alguns segundos aquelas fitas coloridas voando no varal.








Só que não resistiu por muito tempo e saiu em sua direção. Eu posicionei as fitas cores com cores, de forma que pudesse além da brincadeira de passa-passa pedir que ele pegasse uma determinada cor de fita.




Como ele ainda tem sua cor predileta, preferia dialogar somente com o "auul" (azul), mas sem problemas, porque mesmo assim ao ouvir o nome e indicação das outras cores, acaba assimilando aos poucos a variedade do colorido.






O vento ajudou bastante nossa brincadeira, o que permitiu que ele corresse de um lado para o outro tentando alcançar as fitas com seus bracinhos esticados. Um ótimo exercício para seu equilíbrio físico e mental, afinal nestes momentos seu conjunto de músculos e neurônios estão tentando dar conta de diferentes partes do corpo, e tudo ao mesmo tempo, coisa que para os adultos tornou-se básico, mas que para os pequenos está em pleno processo de aquisição.




Obviamente que ele caiu algumas vezes, mas faz parte do aprendizado levantar e continuar brincando. É super importante que nessas horas a atitude dos pais não seja de trazer ao colo imediatamente, passando uma "mensagem de  coitadinho", muito pelo contrário, o interessante é olhar nos olhos do baby e com firmeza dizer:  "é só levantar e continuar brincando"!

Muitas frases ditas incansavelmente às crianças pode mudar radicalmente seu jeito de ser no mundo, tanto positivamente, quanto negativamente.  Procuro sempre prestar atenção nisso para não ir dizendo ao Tatá coisas como "seu bobinho", entre outras.

Mas papos à parte, deixei as fitas no varal alguns dias, e a cada novo amanhecer o Tatá ficava mais ágil nas suas passadas pelas fitas, além de descobrir novas formas de brincar, como pegar em algumas delas e sair gritando pelo quintal.

Mas quando precisei do meu varal de volta, peguei o bâmbole dele, achei um cantinho na casa que dava para pendurar e...






Ficou bonito e super útil para os dias de chuva.




Pendurei com ele presente desta vez, e como já estava acostumado, nem esperou eu terminar o serviço e já estava brincando novamente de "passa-passa".






Desta vez misturei todas as cores e deixei mais baixo, para que ele pudesse passar com quase todo seu corpinho pelas fitas.





Quando estou com ele dentro do bâmbole, aproveito para inserir as palavras/conceitos "dentro" e "fora",  assim ele vai percebendo a diferença destas duas situações.


O Tatá ganhou alguns arranhões no joelho, mas afinal, porque não mamãe?

Recado para o Tatá: Meu amor, as duas brincadeiras deram super certo, mas você gostou mais das fitas no bambolê, em parte acho que foi porque a mamãe ficou fazendo palhaçada com você dentro dele. A parte ruim é que eu fiquei "pagando um mico bonzinho" para todo mundo que passava na rua, já que a brincadeira ficou perto do portão! Te amo.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Aprendendo a cozinhar!
Alescio10:02 0 comentários

A maternidade realmente transforma uma mulher, ela nem imagina ser capaz de fazer determinadas coisas que nunca havia feito antes. E claro, cada uma com suas lacunas! 

No meu caso aprendi a cozinhar quando o Tatá chegou nos seis meses de vida! Assim como ele estava experimentando pela primeira vez um purê de batatas, a mamãe aqui estava fazendo esse alimento também pela primeira vez! Ai como é lindo essa cumplicidade de estréias!

De lá pra cá até feijão na panela de pressão eu encarei! E depois de muitas "gororobas" e alguns "manjares dos deuses" comecei a "me sentir" uma profissional e resolvi iniciar o Tatá nas artes culinárias! ...kkk





A receita escolhida foi biscoitos amanteigados, já que a consistência é ótima para o manuseio infantil. Separei os ingredientes com o Tatá no colo, assim ele veria tudo, e depois coloquei-o na mesa para que pudesse sentir a textura de cada um.








Fiz a mistura da massa (segue receita abaixo), porque a manteiga precisa ser derretida e portanto estava quente, mas depois na hora de abrir ele foi o coordenador da nossa cozinha!
 





Até abençoar a massa ele desejou, acho que para garantir que os biscoitos seriam "comíveis"...kkk







E como a apresentação do prato é tudo, obviamente que tínhamos forminhas decorativas para dar charme aos biscoitos e ser mais convidativo ao Tatá pôr a mão na massa!


 



 Ele simplesmente amou brincar de culinária, e amou tanto que tive dificuldades de conseguir montar alguns biscoitos!! Mesmo deixando uma parte da massa só para ele, é claro que a massa da mamãe era necessária para encher suas forminhas. 

Amou o formato de estrela, que enchia e esvaziava o tempo inteiro e aproveitei para mostrar como é o formato do coração, do losango e do triângulo!

Dez minutinhos depois tudo estava pronto e então pudemos saborear nossos primeiros biscoitos amanteigados!

Ah, sim...ficaram uma delícia!  




A cozinha ficou de pernas para o ar! O Tatá jogou massa para todos os lados, ficou todo branquinho de farinha e comeu muita massa crua, mas foram momentos mágicos a nossa parceria na cozinha. Afinal, porque não mamãe?


Recado para o Tatá: Filho demos boas risadas, principalmente quando você queria sequestrar a massa da mamãe. Toda vez que cortava um formato e ia colocá-lo na bandeja você dava um bote e desmanchava tudo! Você gargalhava alto da sua malandreza.  Foi o máximo! E quando seu papai comeu os biscoitos que fizemos ele nem acreditou de tão gostosos que estavam. Te amo filho.


Só uma dica: Se for fazer estes biscoitos é melhor preparar três receitas, primeiro porque rende poucos biscoitos, segundo que seu bebê vai brincar com uma parte (ainda reaproveitável) e terceiro que metade da receita pode ir para o chão!

Esta brincadeira/atividade foi inspiração do livro " Brincadeiras criativas para bebês inteligentes" da Coquetel, que você acha em bancas de  jornais!


Receita:
180g de farinha de trigo;
125g de manteiga derretida;
60g de açúcar refinado;
2 colheres de chá de gengibre;
1 gema de ovo.

Peneire a farinha e acrescente a manteiga, o gengibre e misture, depois coloque o açúcar e a gema. Pronto é só abrir e usar as forminhas.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Uma bacia do barulho!
Alescio11:39 0 comentários


Outro dia fiz aqui em casa um encontro de bebês para uma tarde musical, foi ótimo, principalmente porque as mães não se conheciam. Tudo começou na internet, o que é uma ótima maneira de tornar o virtual em real.

Por conta disso havia recolhido junto com o Tatá sementes da maravilhosa árvore Flamboyant (aquela super vermelha!), elas seriam o "reco-reco" das crianças.

Em homenagem a tarde gostosa, uns dias depois fiz uma "bacia sensorial" musical, com os instrumentos que ele já conhecia. Apitos, bolas com gizos, sininhos, garrafa com macarrão, potinhos com arroz, etc.. 
  




Achei que ele não iria dar muita bola por ter brincado a poucos dias com tudo aquilo, mas me enganei, ele explorou toda a bacia. Primeiro foi observando e andando ao seu redor e aos poucos foi tirando instrumento por instrumento e usando cada um deles conforme sua função.





 



O chocalho de índio sempre foi o seu favorito, ele sacode no ar para escutar o som, mas ao mesmo tempo usa-o como tacape! Será que é herança dos antepassados adormecidos?????







A bateria de panela com o rachi também é um instrumento  familiar, mas ele nunca havia tirado um som dentro da bacia, achou super interessante. 


O fato de apresentar o mesmo brinquedo em situações diferentes e em dias distantes faz com que a criança re-descubra a diversão ao mesmo tempo que sua memória é trabalhada, já que ela lembra do que se trata mas agora ativando outras percepções, num patamar mais desenvolvido que dias ou meses antes.

 



Entretanto a novidade ficou por conta dos "colares de carnaval" que coloquei como base, ele não se interessou por colocá-los, aliás ficou até irritado quando tentei mostrar a utilidade daquela coisa brilhante, mas acabou arrastando os colares pela casa toda, deve ter pensado que estava levando algum "cachorrinho imaginário" para passear, sei lá...kkk 







No fim foi aquela farra de barulhos estranhos e jeitos novos de fazer arte!






Os móveis foram alvos fáceis para as batidas com o "tacape/chocalho de índio", e a pequena "bateria/panela" ficou toda amassada de tanto ser "arremessada" no chão, mas tudo bem, afinal, porque não mamãe?


Recado para o Tatá: Filho você é um criativo arranjador (de bagunça claro!), pena que você não topou a mamãe te colocar os colares, mas tudo bem porque sua fantasia para o próximo carnaval já está comprada..hahahahahahaha....  





segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Interagindo com a Natureza.
Alescio08:22 0 comentários

Uma das formas mais gostosas e saudáveis de conhecer e interagir com a Natureza é estando em contato direto com ela. O Táta teve sorte de nascer numa ilha com tanta variedade de belezas naturais. Aqui em Florianópolis temos além das praias, dunas, cachoeiras e várias montanhas com trilhas deliciosas.

Numa tarde de domingo resolvemos de última hora fazer a terceira trilha com o Tatá, e mesmo sem grandes preparações (fui de chinelo!) nos divertimos muito.





Essa trilha é considerada "dificuldade média" (Lagoa do Peri), e levamos 3 horas para percorrê-la. O Tatá ficou maluquinho e em todo o trajeto ficou falando sem parar. Era um tal de "arve" (árvore) pra cá, "fû" (flor) pra lá, que dava gosto de ver. 

Mesmo no meu colo ele queria pegar os cipós que apareciam no meio do caminho, e eu deixava obviamente , além do que  aproveitava para dar uma paradinha e descansar um pouco (claro né!).
Depois de algum tempo precisei trocá-lo, então escolhi um lugarzinho mais adequado e pumba...canga no chão! Quer coisa mais gostosa que trocar a fraldinha no meio de um monte de flores?






Depois de um lanchinho com frutas e água foi a vez de deixá-lo explorar o ambiente, e adivinha, saiu correndo para a lagoa. No leito do rio havia muitos gravetos e pedrinhas de diferentes tamanhos, e ele aproveitou para praticar "lançamento ao ar".




A água desta lagoa é bem rasinha o que permite a criança ir bem longe. Isso é ótimo porque ela adquire confiança e si mesma. E como é bem tranquilo, nós (papai e mamãe) ficamos sossegados sabendo que não aconteceria nada de errado. 





O Tatá explorou muita coisa, tanto nas nossas paradas quanto na trilha. Sempre que eu via algo diferente parava e chamava a sua atenção. Era uma bromélia na árvore, um cogumelo no chão, um pássaro voando, ou um verde diferente nas folhas. 


Passeios simples assim já são uma boa forma de introduzir a educação ambiental nos pequenos. Jamais podemos subestimá-los, ou achar que é muito cedo para isso, ou para aquilo, ou pior ainda, achar que eles ainda não entendem nada, muito pelo contrário, é levando seu bebê no meio do mato que ele aprenderá a dar valor à natureza, é a visão de mundo diferenciada que tanto precisamos. 

Sou super à favor de mais passeios no meio da natureza do que nos shoppings, e se não tem lagoas e trilhas, tem sempre um parque perto de uma casa. O aprendizado é rico e o prazer é garantido!







Na volta não teve jeito, o Tatá simplesmente desmaiou! Pudera, brincou tanto que merecia um descanso feliz. Pena que não estava tão confortável (no entanto, o colinho da mamãe é um lugar mágico e sem fronteiras. Acho que até sonhou com sua caminha!)

O bichinho foi ficando cada vez mais pesado para mim, quase escorregamos numas ladeiras, e cheguei com os pés super doloridos, mas afinal, porque não mamãe?

Recado para o Tatá: Filho seu pai tirou cada foto sem ângulo de nós três juntos, uma hora era só você que aparecia, outro momento era só a cabeça dele, ou então close no pescoço da mamãe. Resumindo meu amor, seu pai precisa urgentemente comprar uma câmera melhor e fazer um curso com ela...kkkkk...você ficou com poucas foto aceitáveis desta trilha! Beijos e te amamos!
 

 

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Espuma divertida.
Alescio17:49 2 comentários

Depois que o Tatá fez seis meses eu estava louca para experimentar um monte de coisas legais com ele, e aí quando a bandeira verde da pediatra balançou comecei a inventar as brincadeiras. O tempo foi passando, passando e eu simplesmente tinha esquecido da atividade mais óbvia...ESPUMA DIVERTIDA!

Esperei fazer um dia bonito (em pleno outono), e mesmo com meias coloquei meu "baibynho" para curtir as ondas da espuma.

Enchi a bacia de shampoo, fiz um "bem bolado" com graveto, arame e barbante (para imitar minimamente aqueles suportes das bolas gigantes) e fiquei só olhando.



Como eu me arrependi de não ter feito isto antes, acho que foi a brincadeira que mais tempo ele se divertiu, aproximadamente uns 40 minutos (o que é muito para os bebês novinhos), brincou tanto que até esqueceu da mamãe aqui. Às vezes ele me olhava e fazia "seu típico uau", mas automaticamente voltava para aquela coisa branca, com textura diferente e em abundância na sua frente.






Ele gostou tanto que toda hora se esforçava para ficar em pé e balançar seu instrumento (assim como a mamãe havia feito antes) para ver as bolas se formarem. Nesta época ele estava começando a aguentar todo o seu peso na "posição bípede" (pena que não tenho foto para ilustrar, somente vídeo). 

Sem querer havia proporcionado um incentivo para que ele se exercitasse mais, tanto nos membros inferiores (ficar em pé) quanto nos membros superiores (alongar-se e mexer com os braços inúmeras vezes, já que as bolinhas infelizmente acabaram não saindo de fato!).




Fora que, brincar com espuma instiga a imaginação infantil, ponto importante para ajudar nas concepções sobre as coisas o mundo.

Ele também transferia a água espumosa para os outros recipientes, o que é fantástico para o bebê que tudo o que vê e faz é novidade.

Resumindo: uma brincadeira simples, divertida, barata, e estimulante para as diferentes inteligências neurais/corporais.

Estava frio? Sim! Ficou todo molhado? Hã-hã! Chegou a espirrar?  Algum tempo depois. Mas afinal, porque não mamãe?

Recado para o Tatá: Filho, a mamãe neste dia ficou tão feliz e tão frustada ao mesmo tempo, porque gastei todo seu shampoozinho e no fim as bolas que esperava nem surgiram! Tentei, tentei, e tentei de novo, e não deu certo, e quanto mais você me via balançar o graveto ficava mais desesperado para fazer a mesma coisa. Então a mamãe desistiu (e ainda bem) e te deu logo o instrumento mágico, que te fez alucinar de vez! Aí eu soltei um risinho de: esse é caminho certo! Te amo!

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Carrinho reciclado.
Alescio17:49 2 comentários

Quando o Tatá estava começando seus primeiros pré-ensaios para andar, resolvi fazer um carrinho reciclado para incentivá-lo a chegar mais longe, afinal as crianças desenvolvem com tanta rapidez que dá medo! 

Nada melhor que um brinquedo interessante para o baby aprender a entrar e sair, levantar e agachar, subir e descer, mesmo que ainda não saiba andar, porque essas habilidades com certeza ajudarão a desenvolver passadas mais firmes na hora certa.


 


Esse malabarismo levou algum tempo para se efetivar, no início ele preferiu apenas curtir o "possante" sem gastar muita gasolina...kkk

Pedia para o colocarmos dentro e lá ficava só brincando com o volante e a buzina de tampinha.





 

Entre um "faz de conta" e outro íamos vendo ele experimentar e arriscar cada vez mais, e no seu ritmo natural ia aumentando suas possibilidades corporais.

Acredito que muitas coisas na vida seja uma questão de oportunidades, imagina então na vida de um baby que pode ter a chance de se arriscar saudavelmente ou ficar preso dentro de um "chiqueirinho" esperando o tempo passar.  

Que me desculpem as mães que preferem a segunda opção, mas os pais é que fazem a diferença no desenvolvimento das crianças. E no fundo é tudo uma questão de escolhas e não de tempo livre!

   





Para fazer esse brinquedo usei uma caixa de papelão, 4 latinhas de refrigerante da mais fininha, mais papelão para fazer o volante, uma tampinha para a buzina e papel celofane e prateado para compor o "desing arrojado"! Dentro coloquei uma almofada para ficar mais confortável.

Durante o dia não era problema ficar arrastando o Tata pela casa, mas quando chegava a noite eu tirava no "par ou impar" com o marido para ver quem seria o combustível da vez!



Minha coluna algumas vezes foi "pro brejo", e meu coração bateu rápido demais, mas ia deixar de brincar? Não! A carinha dele de contente era impagável, afinal, porque não mamãe?

Recado para o Tatá: Meu amor, teve um dia que a mamãe ficou até rouca de tanto gritar o barulho da buzina. Seu pai que é o atleta da família não tinha muita paciência não, fazia sempre um trajeto curto, então você vinha atrás e mim parra garantir aquela voltinha demorada pela casa. Apesar de ficar sempre cansada eu achava o máximo te levar para passear. Te amo filho.  
 

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Brincando com as formas.
Alescio13:15 2 comentários

Ganhamos a algum tempo um jogo daqueles de formas variadas que encaixam num recipiente bonitinho. O Tatá adorou e brincou por muitos meses seguidos, mas chegou o dia que ele ficou esquecido no canto da nossa sala-brinquedoteca.  

Até que não achei ruim, pois  a musiquinha me tirava o precioso sono, quando de madrugada ficava cantarolando na minha mente insistentemente.

Mesmo assim fiquei com dó do brinquedo (acho que é resultado de ver o Toy Story), então chamei a "bacia sensorial" do Tatá para entrar em ação.





Escolhi a base de arroz pelo fato de ser gostoso o manuseio deste cereal, além do que seu barulhinho é bom!





Como as formas são relativamente pequenas, iria requerer a ativação das suas habilidades de coordenação motora fina para encher cada peça. Isso se torna tranquilo quando a farra está liberada.
  




No início da vida das crianças torna-se necessário a repetição para a apreensão dos conhecimentos, desta forma, mesmo ele identificando os brinquedos não deixei de falar o nome e a cor de cada um deles.

Esse exercício/brincadeira gerou um efeito tranquilizante (como aquele jardim Zen), até eu entrei nessa atividade e ficamos os dois transportando os grãozinhos de um lado para o outro.

Depois deste dia o Tatá sempre que deseja vai direto no pote do arroz (que é transparente e fica ao seu alcance). Às vezes coloco as formas, mas também procuro outras coisas que estejam à mão e sejam interessantes.

Num desses dias eu fazia almoço e ele brincava, quando passou uns SEGUNDINHOS e sem eu perceber ele tinha arrastado a bacia até a porta da entrada. Foi parar arroz até debaixo do sofá. Mas tudo bem, afinal, porque não mamãe?

Pode não parecer, mas esta inocente brincadeira auxilia nos conceitos matemáticos que ele usará daqui a algum tempo.


Recado para o Tatá:  Meu amor, tem certas brincadeiras que eu pareço criança ao seu lado, me divirto tanto quanto você. Acredita que quando você enjoou de brincar eu fiquei ali paradinha só curtindo o arroz? Te amo.

  
      

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Tirando um som na cozinha!
Alescio08:55 4 comentários

Incentivar as crianças a gostarem de música é mais que saudável, é necessário para o crescimento emocional deste pequeno cidadão do mundo. Foi experimentando diferentes músicas que percebi o gosto do Tatá por "chorinho", desta forma quando vou dar o seu almoço eu coloco Abel Ferreira e aí tudo fica mais tranquilo.


Parece mágica, ele escuta, dança e come! Pelo menos esse tipo de choro faz bem aos ouvidos! Santo Abel!

Mas proporcionar a experiência com música para as crianças vai além de simplesmente escutá-la, são várias formas simples que podemos no cotidiano fazer este relacionamento dar certo, e para começar nada melhor que as panelas velhas e uma colher de pau para seu filho trazer à tona o músico que há dentro dele.




O ideal é que as panelas sejam de tamanhos e formas diferentes, assim se consegue chegar nas diversas "notas musicais". 




  

Eu dei uma mãozinha para ele perceber que cada batida é um som, porque no início ele queria saber somente da sua panela preferida.

Entretanto bastou uma única exibição para ele começar a batucar em todos os "instrumentos". Isso é ótimo, significa que seu senso de lateralidade está se desenvolvendo naturalmente .

 



Outra coisa interessante é a possibilidade da criança perceber o contraste entre os objetos grandes e pequenos. São as grandezas naturais e  o enriquecimento do vocabulário presentes na brincadeira diária,  por isso é válido enfatizar "olha que panela pequena!", "olha que panela grande!". Sem falar na coordenação motora e orientação ritmíca!

Como essas panelas ficam no alcançe do Tatá, depois que apresentei sua "bateria completa" ele sempre que  deseja "vai tirar um som".

Tem horas que é super conveniente (na hora de preparar o almoço por exemplo), acontece que nem sempre a vontade deles combina com a nossa. Nessas horas vale a paciência e o bom humor (até de noite viu!), afinal porque não mamãe? 

Recado para o Tatá: Filho gosto muito de escutar você tocando, pena que a vizinha não tem bom gosto para a música! A mamãe aposta em você e te dá o maior incentivo, fazer parte de uma família rock and roll é tudo de bom, e espero que você seja eclético, mas sem deixar cair a qualidade do que escuta viu! Te amo.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Preparando o próprio lanche (uma visão do todo)!
Alescio05:59 4 comentários

Ter uma visão do TODO é muito mais interessante que saber apenas da existência fragmentada das coisas, por isso sempre que possível mostro ao Tatá que seu alimento, bebida, brinquedo ou qualquer outra coisa não surge do nada, e sim tem um princípio essencial.

A forma que mostramos o mundo pode fazer grande diferença na construção da persona que está diante de ti, e essa apresentação pode ser sempre sútil, ou seja, não é uma questão de afogar a criança em filosofias, e sim fazer com que ela perceba amorosamente as "grandezas e pequenezas" que a cerca.
Quer momento mais gostoso que descascar um milho, cozinhá-lo e depois comê-lo para ter uma visão mais abrangente do alimento?  




Desta forma a "função" de preparar o milho ficou com o Tatá. Sua bacia sensorial mais uma vez entrou em ação, e ele achou o máximo descobrir cada palha e cabelinho do milho.






Mas como estava difícil para ele puxar as palhas sozinho, eu dava uma leve ajudinha retirando o início de cada uma (para ele poder puxar até o final) e depois arrancava de vez a palha do alimento. O bacana é que depois de vários milhos ele entendeu o conceito de "puxar" e de "força", já que eu falava para ele "PUXAR com mais FORÇA" as palhas até o final.

Ele bem que tentou tirar tudo, mas não deu, porque a mamãe aqui não soube escolher o milho e pegou os mais novinhos no sacolão (o que é bom para a qualidade do alimento, mas se torna difícil o manuseio para a criança). 






Chegou um certo momento que ele percebeu que o milho rolava de maneira engraçada no chão, e aí ele espalhou pela casa toda. Também adorou os cabelinhos, que tentou tirar de todos (muito bom para a coordenação motora fina!), e por fim a palha, que claro experimentou, colocou na cabeça e fez de tudo com elas.





Depois fomos para a cozinha preparar o lanche da tarde. Coloquei só um cheirinho de sal e deixei ficar bem mole, afinal o "meu Chico Bento" aqui só tinha um dentinho nesta época.

E quem disse que só um dente não faz milagre? Ficou um tempão com a espiga só experimentando a façanha de morder, chupar, linguar, bochechar, guspar, etc.  

Mas antes que minha mãe me ligue para falar alguma coisa (kkkk), sim depois eu soltei os grãos do milho para ele comer mais!

O lanche demorou muuuuito para sair, mas afinal, porque não mamãe?

Recado para o Tatá: Filho você é bom de boca, mesmo magrinho desse jeito, e eu ri muito com você comendo o milho todo desengonçado. Até a sua orelha comeu também, e tenho certeza que ela ficou satisfeita. Te amo.